Mostrando postagens com marcador MITOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MITOLOGIA. Mostrar todas as postagens

OS DOZE DEUSES DO OLIMPO - a fascinante mitologia grega


Na verdade nem sei como se deu início meu fascínio pela mitologia, mas de qualquer modo atualmente sou literalmente viciada no assunto (com direito à vários livros sobre o tema).
Dentre as mitologias sem dúvida a que mais me entusiasma é a mitologia grega.
Na Grécia antiga, as pessoas eram politeístas, sendo adorados vários deuses, que possuíam suas histórias particulares e inter-relacionando uns com outros. As histórias dessas inter- relações, tal qual a história peculiar de cada um dos deuses deu origem à relatos que chamamos de mitos.
Na mitologia grega, os deuses olímpicos eram os deuses mais importantes na Grécia Antiga e moravam no ponto mais alto do Monte Olimpo (principal montanha da Grécia Antiga). De acordo com alguns mitos, residiam num grande palácio de cristal no topo do monte sagrado. Eram, segundo os gregos, os deuses que tinham mais poderes e mais influência na vida dos humanos.
Os deuses que habitavam o Monte Olimpo eram:

1. ZEUS


O Deus principal do Monte Olimpo, Zeus era o senhor das chuvas e tinha o temível poder do raio. Ele conseguiu a supremacia após aprisionar seu pai Cronos (um titã) nas profundezas do Tártaro - o abismo das trevas.
Zeus possuía um comportamento promiscuo e deu origem a uma linhagem de outros deuses e de semi-deuses (como Hercules, Perseu e Helena de Troia).


2. POSEIDON


Irmão mais velho de Zeus, Poseidon é deus do oceano, representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Assim como seu irmão, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo.
Geralmente, Poseidon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo

3. HERA


Deusa do matrimônio, do parto e da família, Hera era mulher de Zeus e rainha do Olimpo. Devido as infidelidades constantes do marido, Hera adotou um comportamento ciumento e vingativo, atentando contra as amantes do marido.

4. AFRODITE


Deusa do amor, da beleza e do sexo, Afrodite era ícone de beleza disputada entre os deuses. Zeus a casou com Hefesto, o mais feio dos deuses.
Conhecida por sua beleza e seu temperamento vingativo, Afrodite era extremamente infiel e em uma de suas traições surgiu Eros o deus do amor.

5. ARES


O deus da guerra Ares representado como um homem forte e de caráter violento, era filho de Hera e Zeus. Ele tinha o prazer em apreciar a dor alheia e por vezes disfarçava-se de soldados para deitar com suas mulheres, apesar de ser amante de Afrodite com quem teve vários filhos, incluindo Eros.
Ares era o deus mais odiado entre os demais deuses e era tido como traiçoeiro.

6. DIONÍSIO


O deus grego do vinho, das festas, do prazer e do delírio místico.
De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. Era casado com Ariadne e todos os anos os gregos celebravam ao deus em festas regadas de vinhos e perversão.

7. ATENA


Como deusa da sabedoria Atena era imbatível nas estratégias de guerra, era filha de Zeus e jamais se casou ou manteve amantes, mantendo virgindade perpétua, apesar de sua beleza anormal.
Venerada pelos gregos, ela recebeu como homenagem seu nome na cidade de Atenas.

8. APOLO


Considerado o deus do sol e da luz, era tão vaidoso que encarnou a forma solar para que nenhum humano admirasse sua face.
Apolo era considerado patrono das artes, devido a sua habilidade com a lira com a qual tocava belas melodias para os demais deuses.
Possuía um arco e flecha que lhe era característico.

9. ÁRTEMIS


Deusa da caça e dos animais, Ártemis  era irmã gêmea de Apolo e tal como ele possuía um arco e flechas e habilidades esplendidas com esses objetos.
A deusa jurou virgindade eterna e renunciou aos homens e gerou um grupo de garotas que as seguiam em suas aventuras. Renunciando, também, aos homens e ao amor.

10. HERMES


Hermes era o mensageiro dos deuses e era deus da velocidade e do comércio. Representado como um homem de sandálias e capacete com asas e também portando em uma das mãos o caduceu, uma vara com duas serpentes entrelaçadas, Apolo é o condutor das almas para o submundo de Hades.

11. DEMÉTER


Deusa da agricultura, ela era muito venerada pelos gregos. Era uma deusa promiscua e teve vários filhos como Pesérfone (que foi sequestrada por Hades) filha de Zeus e Arion filho de Poseidon.

12. HEFESTO


Filho de Zeus e Hera, Hefesto era o deus do fogo, considerado o deus caído, pois quando nasceu era tão feio que sua mãe Hera, o jogou do Olimpo.
Foi ele que forjou o raio de Zeus, o Tridente de Poseidon, as flechas de Apolo e também a armadura de Aquiles na Guerra de Tróia.
Era casado com Afrodite.

Ex olimpiano: 

HADES


Considerado o deus da morte, Hades preferia viver no submundo (Érebo) com sua mulher Perséfone. Era um deus sombrio e bastante temido entre os gregos.
Hades também era irmão de Zeus e seu nome significa "o invisível", pois seu Elmo do Terror (uma de suas armas mágicas) o deixa invisível, permitindo-no vagar pelo Érebo sem ser percebido, e descobrir as almas que tentam escapar de seu reino, mandando-nas para os campos de punição.

Os mitos nos ajudam a entender as relações humanas e guarda em si a chave para o entendimento do mundo e da nossa mente analítica. A mitologia grega, repleta de lendas históricas e contos sobre deuses, deusas, batalhas heróicas e jornadas no mundo subterrãneo, revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados.


ARIADNE - o mito da princesa apaixonada


Ao assumir o trono de Creta, o rei Minos que travava uma batalha acirrada com seus irmãos, rogou à Poseidon, o deus do mar que lhe enviasse um sinal de sua aprovação à seu reinado. Poseidon então lhe enviou um belo touro branco, que deveria ser sacrificado em sua homenagem; Minos porém se encantou com a beleza descomunal do touro e não o matou. Em represália  à tamanha afronta, o egocêntrico deus uniu forças com Afrodite (a deusa do amor) que fez com que Pasífae se apaixonasse pelo touro.
Parsífae que se encontrava perdidamente apaixonada pelo touro, pediu à Dédalo (o lendário artesão) que lhe construísse uma vaca de madeira, para que assim pudesse copular com o touro do mar. Deste bizarro encontro amoroso, nasceu Minotauro, um ser anormal com corpo humano e cabeça de touro.


Durante a infância do ser Parsífae cuidou-o, porém com o tempo ele se tornou feroz e como não havia alimentos que suprissem satisfatoriamente suas necessidades, Minotauro começou se alimentar de homens.
Atordoado, Minos procurou o oráculo em Delfos e aconselhado por este, pediu á Dédalo que construísse um labirinto muito bem elaborado para prender Minotauro, e assim foi feito.


Anualmente eram enviados sete jovens para oferenda ao temido monstro, os jovens eram atenienses como uma retaliação de Minos à Atenas, pela morte de seu filho Androgeu após uma batalha com os atenienses.
E é neste contexto que ARIADNE é inserida.
Ariadne era a formosa filha de Minos, que encantava todos com sua beleza e atraía milhares de pretendentes.


O príncipe ateniense semi-deus Teseu, no terceiro ano de sacrifício decidiu se voluntariar, tendo em mente matar o monstro. Aconselhando-se com o oráculo lhe foi revelado que somente alcançaria a vitória se fosse auxiliado pelo amor.
Assim que Teseu chegou a Creta, Ariadne se apaixonou loucamente por ele e decidiu lhe ajudar à escapar com vida do minucioso labirinto.
Ariadne então propôs à Teseu lhe ajudar em troca de seu amor, o que foi prontamente atendido. Ela deu ao jovem uma espada para que ele pudesse matar Minotauro e um novelo de fio de ouro para que ele o amarasse na entrada do labirinto e fosse o desenrolando para deste modo encontrar a saída.


Uma vez dentro do labirinto Teseu desenrolou o novelo como explicado por Ariadne e ao encontrar Minotauro o cegou com um punhado de areia e o golpeou mortalmente. Teseu ainda cortou o cabelo do monstro para provar que havia o matado e o entregou ao rei Minos, que perdoou Atenas de sua dívida.


Como prometido, Teseu partiu para Atenas levando consigo Ariadne. No caminho de regresso porém, Teseu resolveu repousar na ilha de Naxos (ilha que era predileta do deus Dionísio). Lá chegando a bela Ariadne adormeceu e Teseu aproveitando esse ensejo partiu com seus homens abandonando a princesa.
Ao acordar e vendo-se abandonada Ariadne entrou em desespero.


Ao ver a cena de sofrimento de Ariadne, Dionísio (deus do vinho e das festividades) se apaixonou pela jovem e lhe propôs casamento.
Como presente ele ofereceu à Ariadne uma coroa de ouro revestida de pedras preciosas.
Do matrimônio entre os dois nasceram cinco filhos (há controvérsias): Toas, Estáfilo, Enopião, Pepareto e o herói Céramo.


Quando Ariadne morreu, desolado Dionísio atirou a coroa que havia lhe presenteado em seu casamento ao céu. A coroa formou uma linda constelação que iria recordar por todo sempre a beleza de Ariadne e o amor de Dionísio por ela (Coroa Boreal ou Coroa do Norte).


Até hoje o fio de Ariadne é constantemente citado nos âmbitos da filosofia, da ciência, dos mitos e da espiritualidade, entre outras esferas que reivindicam seu significado metafórico. Vinculado ao símbolo do labirinto, ele é constantemente visto como a imagem com a qual se tece a teia que guia o Homem na sua jornada interior, e o ajuda a se desenredar do caminho labiríntico que percorre em sua busca do autoconhecimento.


EROS E PSIQUÊ - o amor em mito



A história de amor entre Eros e Psiquê é uma dos mais belos contos da mitologia grega, por retratar o ego dos deuses e a luta de uma mortal para viver seu amor.

A jovem Psiquê era a mais nova de 3 filhas de um rei de Mileto, e possuía uma beleza descomunal; tanto que as pessoas começaram a venera-la tal qual uma deusa.
Essa admiração gerou a inveja de Afrodite a deusa do amor e beleza; que irada enviou seu filho Eros (deus do amor) para fazer Psiquê se apaixonar pelo homem mais horrendo do planeta. Eros porém, ao avistar Psiquê ficou tão admirado, que deixou acidentalmente uma de suas fechas lhe acertar o dedo e apaixonou-se pela moça.
O tempo passou e as irmãs de Psiquê se casaram, mas nenhum homem se atrevia a se candidatar a ser pretendente da bela jovem, incomodando seu pai que resolveu consultar um oráculo, que lhe orientou deixar a sua filha em uma montanha alta onde iria desposar uma serpente... um monstro terrível que nem mesmo os deuses podiam ver.
Psiquê foi levada em cortejo rumo ao seu destino, uma vez sozinha no alto da montanha, a jovem adormeceu e foi conduzida por Zéfiro (deus dos ventos) até seu destino... assim que acordou Psiquê se viu em um palácio extremamente elegante e cercada por empregados invisíveis. Durante todas as noites seguintes ela foi visitada por seu esposo, que apoiado pelo crepúsculo nunca era avistado.





Atormentada porém pela saudade, Psiquê desejou a visita de suas irmãs; o que foi prontamente atendido. As irmãs da moça possuídas pela inveja, a aconselhou em um plano desastroso para desvendar a identidade de seu amado.
Psiquê seguindo os tais conselhos, escondeu uma lamparina e uma faca (caso fosse um monstro), e quando seu esposo adormeceu colocou em prática o plano. Assustada com a visão de Eros, a jovem deixou uma gota de óleo cair sobre ele que acordou assustado e furioso saiu para nunca mais voltar.
Louca de amores, Psiquê saiu errante pelo mundo implorando ajuda dos deuses para reencontrar Eros, o que não foi atendido por causa do temor da ira de Afrodite.
Desesperada e sem esperanças, a jovem resolveu ir até a própria Afrodite e lhe pedir ajuda. A deusa vingativa, aceitou a lhe ajudar se ela cumprisse quatro tarefas teoricamente impossíveis:
Primeiramente exigiu que Psiquê separasse vários grãos misturados, que ajudada pelas formigas rapidamente  realizou; logo depois ela ordenou-a cortar e trazer a lã de carneiros selvagens, e desta vez foi aconselhada pelos caniços que estavam em um riacho, a apanhar as lãs deixadas nos arbustos espinhosos. Em seguida, a moça foi obrigada a trazer um pote da água negra do rio Estinge, mas foi auxiliada novamente, desta vez por uma águia que lhe tomou o pote e pegou a água.
Por fim Afrodite pediu a Psiquê que fosse ao reino do submundo adquirir um pouco de beleza com Pesérfone, a jovem foi instruída por uma torre e conseguiu realizar com sucesso a tarefa. Porém sua curiosidade foi tanta que ela abriu a caixa que levava, e que na verdade continha sono e Psiquê foi acometida por um sono profundo.
Sabendo do sofrimento de Psiquê, o jovem Eros que também estava apaixonado pela moça, implorou à Zeus que ordenasse sua mãe parar com os desafios e que permitisse seu amor com Psiquê a tornando imortal. Zeus atendeu os pedidos do jovem deus e acordou Psiquê a presenteando com a imortalidade.



Pesquisar