OS MAIORES PSICOPATAS DO CINEMA

Como toda lista de preferências esta é baseada em opinião, no caso a minha. Para elaborar essa lista, levei em conta a importância cinematográfica dos filmes, a interpretação dos atores envolvidos e sobretudo a sensação ou o sentimento que esses personagens me despertaram.
Não levei em conta personagens sobrenaturais, como o enigmático Freddy Krueger, Jason e Chuck ou sociopatas como Kevin (de We need to talk about Kevin).
Eis minha lista de dez maiores psicopatas do cinema: 

10 - Jigsaw

Filme: Jogos Mortais (franquia)


Jigsaw é um daqueles vilões que não conseguimos odiar, talvez pelo seu viés moralista ou mesmo por sua inteligência minuciosa.
Antes de se tornar um psicopata ele era John Kramer, um engenheiro que vivia uma vida tranquila com sua esposa grávida. Após ser diagnosticado com um tumor no cérebro, ver sua mulher abortar devido à uma negligência e tentar suicídio, John assume uma postura mediadora, onde inicia uma série de jogos macabros com o intuito de formar "pessoas melhores".
Na verdade Jigsaw (pseudônimo pela qual passa ser chamado) inicia um projeto de jogos, na qual aprisiona pessoas que segundo ele não valorizam suas vidas, dando porém uma segunda chance que só é obtida através de um sacrifício, normalmente sangrento e doloroso.
A face sádica de Jigsaw se mostra presente em sua compulsão ao observar suas vítimas em câmeras espalhadas pelos cenários meticulosamente manipulados por ele, o sagrando como um memorável psicopata do cinema, que mesmo após sua morte ainda influencia a vida e a decisão dos demais personagens.

9 - Jack Torrance

Filme: O iluminado


Jack Nicholson deu vida a um dos personagens mais intimidadores do cinema, no papel do escritor Jack. Baseado em uma obra do rei do suspense Stephen King e dirigido magistralmente por Stanley Kubrick, a fórmula para o sucesso de "O iluminado" era premeditada.
Jack que não é um serial killer por natureza, ao ficar isolado com sua família em um hotel devido à uma tempestade de neve, se vê acometido pela chamada "Síndrome da Cabana" (que ocorre quando pessoas vivendo muito tempo enclausuradas acabam se rebelando umas contra as outras) e inicia uma ofegante caça a sua esposa e filho dentro do antigo hotel.
A mudança facial e de trejeitos assustadores do antagonista e as cenas memoráveis do filme, fez com que Jack se tornasse um dos mais temerosos psicopatas do cinema.

8 - Annie Wilkes

Filme: Louca obsessão


Não é por acaso Kathy Bates ganhou um Oscar por sua interpretação de Annie Wilkes, uma das raras mulheres psicopatas do cinema.
O filme que também é baseado em uma obra de Stephen King, nos apresenta uma ex enfermeira que movida pelo fanatismo literário por uma personagem que é assassinada por seu criador Paul Sheldon, sequestra o autor e o tortura afim de mudar o enredo e obriga-lo à reescrever a história.
Apesar de não ser odiável, a  frieza e passionalidade de Annie nos remete à um penoso processo de torcida para a libertação do autor e tornam o filme um dos mais formidáveis da classe.

7-  Esther

Filme: A orfã


Eis uma psicopata que inspira ódio: Esther, utiliza de um modo peculiar seu modo dissimulado e fingido para nos remeter uma pena que não lhe é merecida.
A orfã russa que na verdade é uma mulher que sofre de uma doença rara que faz com que ela permaneça com a aparência de uma criança, é manipuladora e maléfica.
A cena em que seu segredo é desvendado, enquanto ela aparece com uma face enfurecida e a maquiagem borrada é memorável.

6 - Leatherface 

Filme: Texas Chainsaw Massacre


Leatherface sem dúvidas é o mais assustador membro dessa lista.
Thomas Tommy Hewitt, seu verdadeiro nome,  sofria de um atraso mental e vivia com a sua família numa cidade isolada no Texas, durante sua adolescência sofria bullying constante devido à sua desfiguração no nariz e o fato de ser mudo.
Inspirado em um personagem verídico, Leatherface é tão enigmático que foram feitas várias refilmagens sobre o assunto.


5 - Patrick Bateman

Filme: Psicopata Americano


Christian Bale deu vida a um dos mais formidáveis psicopatas do cinema. Patrick é bonito, rico e psicopata!
Narcisismo define esse homem ambicioso, extremamente vaidoso e que não admite ser inferior em nada.
O tom bem-humorado da trama equilibra perfeitamente a densidade da loucura de seu protagonista. A hilariante cena em que Patrick corre nu com uma serra elétrica atrás de uma prostituta é realmente marcante.

4 - John Doe 

Filme: Se7en


Kevin Spacey teve um dos melhores papéis de sua carreira interpretando esse detestável serial killer, em Se7en.
Partindo da premissa de uma predestinação divina, John é um homem obcecado pelos setes pecados capitais e os usa como inspiração para seus crimes.
A meticulosidade e inteligência de John são os pontos marcantes da trama, que ainda conta com Brad Pitt em início de carreira e Morgan Freeman. Sem dúvidas é um filme recomendável para os amantes do gênero.

3 - Norman Bates

Filme: Psicose


O mestre do terror Hitchcock nos apresentou um dos maiores psicopatas do cinema. Um homem tímido, introspectivo e totalmente insano.
Bates sofria de transtorno dissociativo de identidade e assumia por diversas vezes a personalidade de sua mãe já falecida e armazenava seu cadáver em casa.
Norman Bates foi o primeiro grande serial killer da história do cinema e foi protagonista da cena mais famosa da sétima arte: a cena em que esfaqueia uma mulher no chuveiro.

2 - Anton Chigurh

Filme: Onde os fracos não tem vez


Javier Bradem (o melhor ator da atualidade em minha opinião) deu origem ao mais intimidador psicopata de todos os tempos no cinema.
Um assassino frio e calculista que decide por uma moeda, o destino de suas vítimas e que não esboça nenhuma reação facial: este é Anton Chigurh.
Seguindo a formula de um assassino durão e que está presente em todo lugar, Anton tem o poder de amedrontar apenas com o olhar.
Baseado num livro homônimo de Cormac McCarthy, o filme recebeu quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor ator coadjuvante para atuação primorosa de Bardem.

1 - Hannibal Lecter

Filme: O silêncio dos inocentes



Culto, refinado, psicopata e canibal... este é Hannibal Lecter, mais um incrível assassino que não conseguimos odiar.
O Oscar merecidamente adquirido por Anthony Hopkins, é a maior prova da magnitude dessa trama, que colocou o ator de vez no hall dos maiores astros do cinema.
O olhar profundo de Hannibal em conjunto com sua inteligência perturbadora nos remete à uma relação de amor e ódio por este personagem envolvente.
O filme foi uma célebre criação de ficção elaborada pelo escritor Thomas Harris, que surgiu pela primeira vez no livro Dragão Vermelho (1981). As aventuras de Hannibal continuaram, no entanto, em O Silêncio dos Inocentes (1991) e Dragão Vermelho (2002) filme e em Hannibal (2001).

A CHUVA - um ensaio na solidão

Meu afeiçoamento pela escrita e pela leitura sempre existiu, no entanto nunca tive competência para escrever poemas, poesias ou coisas afins, aliás nunca me atrevi a fazê-lo. Nada que uma noite chuvosa e solitária não encorajasse...



Geniosamente a chuva insiste em cair e precipita com ela meus pesares
A futilidade da incerteza da cor do seu olhar reitera meu saudosismo
Tempos longínquos ausentes de seu carinho, não me são mais recorrentes
Da janela, observo a vida inerte que prossegue silenciosa
Ainda recente em minha memória o doce de seus lábios e o peso do seu corpo
a lembrança de suas feições permeiam meu universo particular
O silêncio invade de modo pertubador
Por sorte meus olhos já não mais insistem em permanecer abertos...
até eles não encontram sentido em ficar sem você
a chuva findou-se.



esse rabisco de um poema é dedicado à Filipe.

10 VISÕES ERRÔNEAS DO CONTINENTE AFRICANO - desconstruindo estereótipos

Estereótipos basicamente são representações simplificadas e inconsistentes obtidas através da atribuição generalizada a objetos ou seres designados por uma mesma palavra.
Partindo da proposição de Fairclough (2001) que  nenhum discurso é novo e assimilando a concepção de estereótipo a noção de preconceito, temos em Lima e Pereira (2004) a ideia que “os estereótipos, o preconceito e a discriminação são fenômenos presentes desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos”.
Tendo como base os estereótipos formulados em relação ao continente africano, a jornalista namibiana Christine Vrey, teve a iniciativa de enumerar e desmistificar dez dos mais comuns erros conceituais sobre a África, são eles:

  • A ÁFRICA É UM PAÍS
Comumente segundo Christine, as pessoas assimilam a palavra África a um país, ignorando o fato que o continente africano possui 61 países ou territórios dependentes, e população superior a um bilhão de habitantes, consistindo no segundo continente mais populoso do globo terrestre, atras somente da Ásia.


  • A ÁFRICA É UMA ÁREA TOTALITARIAMENTE DESÉRTICA 
O continente africano possui um riquíssimo ecossistema como a Floresta Equatorial, e biomas característicos como é o caso das savanas, além disso grande parte da vegetação do continente africano encontra-se preservada o que auxilia na conservação de uma gama considerável de espécimes de sua fauna.
Basicamente a região desértica africana, consiste nas porções norte e sudoeste do continente, onde estão localizados os desertos da Namíbia e o do Saara - que é a segunda região mais desértica do mundo, depois da Antártica.


  • AFRICANOS GENERALIZADAMENTE VIVEM EM CABANAS
A rotulação de "continente atrasado" permite que o imaginário coletivo dite que todos os habitantes do continente africano povoem cabanas feitas rusticamente de barro e palha.
Ao contrário disso a África possui vários centros urbanos, onde a maioria esmagadora da população reside, apenas as poucas tribos tradicionalistas remanescentes que permanecem em áreas isoladas, muitas vezes de maneira nômade. 

[Costa do Marfim]
  • COMIDAS AFRICANAS SÃO ESTRANHAS
Como em qualquer civilização os países africanos, mantem muitos de seus pratos tradicionais e isso não obrigatoriamente os torna estranhos, além disso o continente africano tal como toda colônia de grandes potencias foi tomado por muitos de seus costumes, como por exemplo a predileção por fast-foods, sendo que é notável a presença de multinacionais do gênero sobretudo nas capitais.


  • ANIMAIS SELVAGENS ESTÃO POR TODA PARTE
O continente africano possui variedades enormes de espécimes animais, sendo muitos deles encontrados somente lá, porém como em qualquer outro lugar do planeta, esses animais povoam seus habitats naturais, uma vez que as chances de sobrevivência deles em metrópoles seria nula, devido sobretudo a condição desfavorável. 


  • A ÁFRICA É  EXCLUÍDA DIGITALMENTE
Christine afirma que ainda hoje as pessoas se assustam ao saber que na África alguns possuem computadores de ultima geração. O continente africano não se constitui em um lugar isolado do restante do mundo e tal como todos demais países capitalistas aderiram as tecnologias provindas da modernidade, sendo que a defasagem tecnológica do continente em relação a outros são mínimas.


  • EXISTE UM IDIOMA AFRICANO
Originalmente a África era povoada de inúmeras tribos e cada uma possuía seu próprio dialeto, a vexaminosa partilha do continente pelos países imperialistas fez com que não fosse respeitado as similaridades históricas e culturais do povo o que provocou a miscigenação civil, gerando outros tantos dialetos.
Christine explica que na Namíbia por exemplo, existem mais de vinte idiomas usuais. De acordo com pesquisas nenhum país do continente possui menos de cinco dialetos correntes.


  • A ÁFRICA QUASE NÃO TEM HOTÉIS
Segundo Vrey, só nas oito maiores cidades da África do Sul, existem 372 hotéis. Mais um dos diversos resquícios imperialistas no continente é a instalação maciça de hospedarias por parte de gigantes do ramo, sendo que as multinacionais de hotelaria de primeiro mundo estão presentes na maior parte dos países africanos.


  • AFRICANOS NÃO UTILIZAM BANHEIROS CONVENCIONAIS 
Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu.


  • TODOS OS AFRICANOS SÃO NEGROS
O imperialismo provocou um intenso processo miscigenacionista no continente africano, tal como a colonização européia na América. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses.
Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”.
Christine explica que não existe uma raça negra, muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”.
Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente.


O TEMPO - Mario Quintana


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


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