NEPAL - uma república





Há quatro anos, o Nepal se tornava uma das mais jovens repúblicas do mundo.
O Nepal, um pequeno país que faz fronteira com a China e a Índia, com uma das maiores densidades demográficas do continente asiático e com 12 etnias, proclamou a república em 2008, colocando fim à 240 anos de dinastia.
Abalados pela tragédia que assolou à monarquia no dia 01 de junho de 2001, quando o príncipe herdeiro Dipendra, em um ataque de fúria assassinou seus pais e vários primos, cometendo suicídio logo após; a população assistiu a vitória da assembleia constituinte, que com mais de 90% dos votos, extinguiu a monarquia no país e instaurou a república.



                                                       monte Everest



PERSONAGEM - Cecília Meireles


Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto mais me inquieta
A arte de amar é exatamente
a de ser poeta.

Para pensar em ti me basta

o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia serena e casta

nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades
mas, nesse deserto é que pensa
o olhar de suas saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no próprio universo,
tu, sem forma e sem nome existes
silêncio, obscuro e disperso.

Teu corpo, e teu rosto, teu nome
teu coração, tua existência,
tudo - o espaço evita e consome...
eu só conheço a sua ausência.
Eu só conheço o que não vejo.

E nesse abismo do meu sonho,
alheia à todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.

A MASSAI BRANCA - uma história de amor







A massai branca (2005)
autor: Corinne Hofmann
editora: Geração editorial - ediouro


O romance autobiográfico A massai branca, conquistou desde seu lançamento em 2005, cerca de 4milhões de leitores em 24 países, sendo traduzido para 19 idiomas.

No livro, a suíça Corinne Hofmann narra sua aventura amorosa com um guerreiro massai durante sua estadia na África, e as consequências dessa paixão.
Corinne então com 26 anos, conhece Lketinga, guerreiro da tribo massai, durante uma viagem com seu namorado ao Quênia, e se apaixona.
Cerca de um ano depois, ela abandona sua confortável vida na Suiça, para se entregar à seu amor.
Conhecidos como "as últimas pessoas não civilizadas da África", os massais possuem especifidades culturais incríveis, que Corinne muitas vezes não compreende.
Durante quatro anos, Corinne vive seu amor em uma tribo isolada, sem entender o idioma local, onde contraiu hepatite e cinco vezes malária, alimentando-se a base de carne de cabra e dando luz à uma menina.

É uma incrível história de como o amor, pode levar as pessoas à seus extremos, sendo submetidas as mais inacreditáveis situações e o momento certo de renunciar aos sentimentos em virtude de algo superior.


P.S: O livro deu origem ao filme homônimo dirigido pela diretora alemã Hermine Huntgeburth.






Corinne e sua filha


OSCAR WILDE - quando tentaram sucumbir um gênio (117 anos depois)



Oscar Wilde nasceu no dia 16 de outubro de 1854 na Irlanda, era filho de um médico e de uma escritora. Criado sob a égide do Protestantismo e amplamente interessado em idiomas e obras clássicas gregas, Wilde mudou-se para Oxford em 1874, para estudar no Magdalen College.
Em 1878, Oscar recebeu o prêmio Newdigate pela obra Ravena.
Wilde fundou o movimento artístico conhecido como esteticismo ou dandismo, que defendia a partir de embasamentos históricos o belo para confrontar os horrores da sociedade industrial, movimento esse que perdeu força durante sua estadia em Paris.
Em 1884, Wilde casou-se com a bela Constance Lloyde, com quem teve dois filhos.
Nos anos seguintes, foram lançados seus maiores sucessos literários, como: O príncipe feliz, O fantasma de Canterville, O crime de Lorde Artur Saville, Salomé e O Retrato de Dorian Gray (sua obra prima, que retrata a decadência da moral humana).



Neste mesmo período, teve início os rumores de sua homossexualidade (ato severamente condenado por lei na Inglaterra) à ponto que não puderam ser negados.
Em 27 DE MAIO de 1895, Oscar Wilde é condenado à dois anos de prisão e trabalhos forçados, por "cometer atos imorais".
Na prisão de Reading, Wilde escreve o clássico anarquista A alma do homem sob o socialismo, a carta pessoal  De profundis, e a sublime A balada do cárcere de Reading, obra na qual disserta sobre a história de C.T.W, um soldado da corte inglesa que é acusado de assassinar a esposa e é condenado à forca. Nesta obra, Wilde adentra na alma humana e tenta explicar ou entender o que leva as pessoas à praticar tais atos, ao mesmo tempo que indaga sobre a justiça mundana frente à justiça divina.
O fato é que Oscar Wilde nunca mais foi o mesmo após a prisão, suas obras marcadas até então pelo sarcasmo, ironias e pela representação constante do belo; se tornou humanística e muitas vezes incrédula.
Wilde morreu em novembro de 1900, em um hotel barato de Paris, vítima de meningite.
Suas últimas palavras foram:

"Este papel de parede é horrível, alguém precisa trocá-lo"!!




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