YOU REALLY GOT ME - The kinks

música do mês


You Really Got Me é uma canção de rock escrita por Ray Davies e tocada por sua banda, The Kinks (com regravação da banda Van Halen). Ela foi lançada em 4 de agosto de 1964 como o terceiro single do grupo, e alcançou o número nas Parada de Singles do Reino Unido no mês seguinte ao seu lançamento, ficando por duas semanas. Ela mais tarde foi incluída em seu álbum de estréia, chamado Kinks.
"You Really Got Me" foi construída em torno das power chords, e isso influenciou bastantes em músicos de rock mais tarde, principalmente nos sub-gêneros do heavy metal e punk.
A revista Rolling Stone colocou a canção em número 82 na sua Lista das 500 melhores canções de todos os tempos e alcançou também o número 4 de 100 maiores canções com guitarra de todos os tempos. No começo de 2005, a música foi votada como sendo a melhor música inglesa da década de 1955-1965 pela rádio BBC.
Em março de 2005, a Q magazine colocou a música em 9 colocada na lista das 100 melhores músicas com guitarra. Em 2009, ela ficou na 57 posição na lista das melhores canções de Hard Rock pela VH1



VOCÊ REALMENTE ME PEGOU


Garota, você realmente me pegou
Você me pegou, então eu não sei o que estou fazendo
Sim, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então não posso dormir à noite

Sim, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então eu não sei o que estou fazendo agora.
Oh yeah, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então não posso dormir à noite

Você realmente me pegou

Veja, nunca vou me libertar
Eu sempre quero estar ao seu lado
Garota, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então não posso dormir à noite

Sim, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então eu não sei o que estou fazendo agora.
Oh yeah, você realmente me pegou agora
Você me pegou, então não posso dormir à noite

Você realmente me pegou

POEMA DO FIM - Marina Tzvietaieva



ENCONTRO

Vou chegar tarde ao encontro marcado,
cabelos já grisalhos. Sim, suponho
ter-me agarrado à primavera, enquanto
via você subir de sonho em sonho.

Vou carregar esse amargo – por largo
tempo e muitos lugares, de penedos
a praças (como Ofélia – sem lámurias)
por corpos e almas – e sem medos!

A mim, digo que viva; à terra, gire
com sangue no bosque e sangue corrente,
mesmo que o rosto de Ofélia me espie
por entre as relvas de cada corrente,

e, amorosa sedenta, encha a boca
de lodo – oh, haste de luz no metal!
Não chega este amor à altura do seu
amor ... Então, enterre-me no céu!





Marina Tsvetaeva publicou seus primeiros poemas aos 16 anos. Opôs-se violentamente à Revolução de Outubro e exaltou em versos o Exército "Branco". Deixou a Rússia em 1922, a fim de se reunir ao marido, que fora oficial "branco" na Guerra Civil. Suas relações com os emigrados "brancos" foram, porém, se deteriorando, chegando ao rompimento total.
Concisos, ásperos, severos, de uma severidade que se alterna com certa tendência para o fluente e o musical, seus versos são certamente dos mais belos e realizados da poesia russa deste século. Deixou também reminiscências, crônicas, etc. Sua obra é acessível apenas em parte, quer na União Soviética, quer no Ocidente.

CONFLITO DE ÁGUAS - a polivalência do cinema espanhol


Conflito de águas
título original: También la lluvia
Gênero: drama.
Diretor: Iciár Bollaín
Elenco: Gael García Bernal, Luis Tosar, Karra Elejalde, Juan Carlos Aduviri
Produção: Juan Gordon
Roteiro: Paul Laverty
Duração: 103 min.
Ano: 2010
País: França/ Espanha/ México
Distribuidora: Paris Filmes 


O drama También la lluvia terceiro filme dirigido por Icíar Bollaín, embora tenha sido o selecionado pra representar o cinema espanhol no Oscar de 2010 e tenha como estrela principal o jovem e talentoso Gael García Bernal no elenco, teve como característica marcante o precário sistema de publicidade. No Brasil a trama foi destaque do Festival do Rio 2011.



A história narrada na trama é de um jovem e idealista diretor espanhol Sebastian, interpretado por Gael que vai para humilde cidade de Cochabamba na Bolívia, com sua equipe de atores e ajudantes liderados pelo ambicioso produtor Costa, afim de gravar um filme sobre a visão crítica da colonização espanhola na América e consequentemente sobre a história de diferentes personagens importantes nessa etapa.
As filmagens do longa provoca alvoroço entre os moradores que são selecionados para participarem do elenco, dentre eles o emblemático Daniel, que é escolhido para representar o líder da resistência indígena.
A trama se passa no ano de 2000, e remete à história real do desastre que eclodiu na Bolívia: a "guerra das águas", quando o governo boliviano em uma equivocada tentativa de melhorar a distribuição de água no país, privatizando o serviço estatal. A terceirização elevou o preço d'água, antes fortemente subsidiado e provocou uma rebelião popular que conflagrou o país.
A revolta popular forçou o governo boliviano a anular a privatização. A gigante transnacional Bechtel acionou a Bolívia por quebra de contrato, mas com a repercussão acabou desistindo do processo.


Assim como tem sido a característica do cinema espanhol atualmente, o filme traz consigo a temática social e política implícita em sua narrativa. Além da problemática da água, é demonstrado paralelamente várias outras questões, tal qual o conflito tácito entre os direitos indígenas e os interesses capitalistas, além da visão  anti-Colombo refutando a ideia de mero descobridor.
Munido de ótimas imagens, uma história envolvente e de contestatórias ideológicas (que compensam diálogos enfadonhos) o filme se mostra uma obra exímia que remete o público a refletir sobre antigas concepções e maliciosos fatos atuais que contando com apatia do senso comum se tornam rotineiros.






A LEGIÃO ESTRANGEIRA - o fascinante exército internacional


"LEGIO PATRIA NOSTRA" 
inscrição feita no museu da legião


Toda Europa passava por um conturbado momento de crises na primeira metade do século XIX, o rei Carlos X acabava de ser destronado e revoltas explodiam por todo continente. A França na época mantinha diversas colônias e contava com uma força militar composta de diversos corpos estrangeiros tais como as Guardas Suiças e o Regimento de Hohenlohe (unidade de soldados estrangeiros).
O rei Luis Felipe I (que sucedeu o trono de Calos X) preocupado com o número surpreendente de imigrantes que chegavam ao país e vendo a possibilidade de fortalecer seu regimento militar, decretou no dia 10 de março de 1881 a fundação da Legião Estrangeira Francesa, que reunia todos os corpos estrangeiros do exército francês.
A prerrogativa do alistamento remunerado serviu para atrair atenção de mendigos, criminosos e imigrantes; o treinamento da legião era inconsistente e as condições eram precárias.
Em 1832 a legião estrangeira foi destacada para África, combater as forças rebeldes que queriam a independência da Argélia, em seu batismo de fogo.
Em 1835 após inúmeros óbitos e perdas durante a estadia da legião na Espanha (para auxiliar as forças reais na Guerras Carlista) o rei Luis Felipe decidiu criar a Segunda Legião Estrangeira Francesa tendo inicialmente 3 batalhões que continuava a sustentar as tropas na Argélia e logo foram se ramificando e crescendo.
Em um dos princípios da legião estrangeira, estava a condição de que o regimento não poderia agir em alguma guerra da França com algum país europeu, mas a exceção ocorreu quando eclodiu as duas guerras mundiais.
Além da campanha da Argélia e das guerras mundiais, a legião estrangeira também teve papel fundamental na Guerra da Criméia (1853-1856), na campanha da Itália (1859), na campanha do México (1863-1866), na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), no Protetorado de Tonkin (1883-1885) e na batalha de Dien Bien Phu (1954), entre outros.
Durante a batalha de Camerone no ano de 1863 no México, quando 65 legionários abateram 300 mexicanos resistindo a milhares, um comandante mexicano abismado com o feito relatou: 
- "Não são homens, são demônios!"
(No fim do confronto restaram 12 legionários que se entregaram e ganharam permissão para abandonar o campo de batalha com o corpo de seu comandante e suas bandeiras).

Atualmente a legião estrangeira está entre as melhores tropas especiais do mundo e o que as distingue das demais, é o fato de aceitar nas suas fileiras cidadãos estrangeiros de todos os países.
A Legião é composta por Regimentos de várias Armas: Infantaria, Cavalaria, Engenharia e Pára-quedistas. Ela tem cerca de 7 800 soldados divididos em 10 regimentos na França - onde fica a sede da Legião -, na Guiana Francesa, em Maiote (uma ilha do oceano Índico) e em Djibuti, na costa nordeste da África. 



Sobre a presença de brasileiros na legião:

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